Ingressar no
serviço público há muito tempo não é
uma tarefa fácil, em especial nos mais
concorridos e se já não bastasse as
cotas criadas pelo governo, agora são
os filhos dos servidores que vêm com
tudo e muito bem preparados para
concorrerem com os tradicionais concurseiros. Conhecedores dos
benefícios, estabilidade e status que o
serviço público oferece, servidores
preparam seus filhos desde a
adolescência para prestar concursos.
Esse é um fenômeno que deverá se
intensificar nos próximos anos indicando
de como será ainda mais acirrada a
batalha por uma vaga nesse segmento.
No papel de pai, o
servidor também funciona como uma
espécie de coach, passando para seu
filho as experiências que teve, além de
acompanhar de perto o passo a passo da
preparação, municiando com dicas
preciosas que ajudam a entender a
mecânica de seleção dos melhores
certames. As aulas de balé,
teatro, música, sapateado, dentre outras,
que tradicionalmente ocupavam a
preferência dos pais nas atividades
extraclasse de seus filhos, devem
dividir espaço com mais essa novidade.
Pelo andar da carruagem, além das
cotas,
teremos que conviver também com as castas. Embora não
tenha nada de ilegal nisso, podemos ver que, assim
como na política, a perpetuação de
parentes de servidores no serviço
público, muitas vezes dividindo a mesma
repartição, será muito comum. O serviço público está
aberto a todos que se enquadrem nas regras dos editais e
somente o candidato mais preparado consegue
ocupar a vaga, o que não significa que o aprovado seja o
mais indicado para a função.
Acabou a era do servidor por vocação, embora haja muitos que ainda possuem esse perfil, o que eu vejo é que muitos só estão interessados em quanto vão receber. Outro dia eu vi um comentário numa rede social que corrobora com essa perspectiva, quem o fez, dizia que não via a hora de ser aprovado num concurso para poder curtir férias viajando mundo a fora com a polpuda remuneração que receberia. Não vi a pessoa dizer que gostaria de ser aprovada para fazer a diferença, por exemplo. O que a pessoa fará com o que vai receber quando estiver trabalhando é uma das consequências do trabalho executado e viajar nas férias para qualquer lugar que seja está merecidamente entre elas.
Por: Valdeci Teófilo Ribeiro
Acabou a era do servidor por vocação, embora haja muitos que ainda possuem esse perfil, o que eu vejo é que muitos só estão interessados em quanto vão receber. Outro dia eu vi um comentário numa rede social que corrobora com essa perspectiva, quem o fez, dizia que não via a hora de ser aprovado num concurso para poder curtir férias viajando mundo a fora com a polpuda remuneração que receberia. Não vi a pessoa dizer que gostaria de ser aprovada para fazer a diferença, por exemplo. O que a pessoa fará com o que vai receber quando estiver trabalhando é uma das consequências do trabalho executado e viajar nas férias para qualquer lugar que seja está merecidamente entre elas.
Por: Valdeci Teófilo Ribeiro